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Lamiaceae · Europa e Ásia; invasora educada de vasos no Brasil
Hortelã
Mentha spicata
A hortelã é fácil até demais: o cuidado principal não é fazê-la crescer — é impedi-la de decidir o mapa da horta sozinha.
Mais segura se ingerida, ainda assim não é brinquedo.
Quem planta hortelã no chão, no Brasil úmido, aprende geografia. O rizoma viaja. Em vaso, o mesmo vigor vira colheita semanal para chá e salada. Tolera meia-sombra melhor que o manjericão, o que a torna a aromática de varanda menos solar. Folhas menores no sol forte demais; folhas largas na luz filtrada com água regular. Não é tóxica. O ciclo rebrota depois de uma poda baixa. Ferrugem e folhas pretas aparecem quando o vaso não seca nunca e o ar não circula. Um vaso só dela é regra de ouro. Na mesma jardineira do alecrim, uma das duas sofre — quase sempre o alecrim, que quer seco.
Como cuidar
Vaso próprio. Poda frequente. Sol da manhã ou meia-luz. Substrato que retenha um pouco de água sem apodrecer. Divida a touceira quando lotar.
Luz
Meia-luz a sol da manhã. Sol brutal de verão no Nordeste pede um pouco de sombra à tarde.
Água
Mantenha úmido. No calor, todos os dias em vaso pequeno.
Substrato
Rico e fresco, com dreno.
Clima no Brasil
Amplo. No Sul, rebrota na primavera se a raiz passou o inverno.
Notas de quem já errou
- Nunca no mesmo vaso do alecrim.
- Colha de manhã, o aroma está mais alto.
- Muda de supermercado: troque o substrato, ele costuma vir compacto.
Junto desta ficha

Manjericão

Alecrim
