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Brassicaceae · Mediterrâneo; folha cotidiana da mesa brasileira
Couve-manteiga
Brassica oleracea
A couve-manteiga é horta de verdade: não é tempero de peitoril. Pede volume de terra, sol e um olho nas lagartas.
Mais segura se ingerida, ainda assim não é brinquedo.
Do café da manhã mineiro à segunda-feira de feira, a couve é linguagem. No vaso, só funciona se o recipiente for generoso — 20 litros para cima — e se o clima não for forno o ano todo. No Nordeste quente, meia-sombra da tarde e estação menos cruel ajudam. No Sul e no Sudeste de outono-inverno, ela engorda. Colhe-se a folha de fora, o miolo continua. Lagarta da couve é parte da história; inspeção e remoção manual são o método calmo. Não é tóxica. Coelhos e lagartas discordam do seu plano de colheita. Adubo nitrogenado demais deixa folha macia demais para praga. Equilíbrio.
Como cuidar
Sol da manhã. Água regular. Colheita externa. Recolha ovos amarelos na face inferior. Replante a cada ciclo; couve velha endurece.
Luz
Sol. Em onda de calor, uma tela de sombra à tarde salva.
Água
Frequente. Folha murcha ao meio-dia e recupera à tarde pode ser calor, não sede — confira a terra.
Substrato
Rico, fundo, sempre drenando.
Clima no Brasil
Brilha no subtropical e no inverno ameno. No equatorial, escolha meses e sombra parcial.
Notas de quem já errou
- Não lave a folha e guarde molhada: seca primeiro.
- Muda de bandeja: enterre até a primeira folha verdadeira.
- Boa sucessão depois de um vaso de alface.
Junto desta ficha

Manjericão

Hortelã
