Cuidado · 8 min
Pragas comuns e o que fazer sem pânico
Cochonilha, pulgão, fungo e o vaso que cheira mal. Observar, isolar, limpar — o químico largo fica por último.
Primeiro, olhar embaixo
A maior parte do que assusta está na face inferior da folha, no encontro com o pecíolo ou no colo da planta. Uma volta semanal de um minuto evita a visita de pânico no domingo à noite. Foto com boa luz ajuda a identificar depois. Não pulverize o primeiro aerossol da prateleira da farmácia de jardinagem sem nomear o problema.
Os frequentadores
Cochonilha: placa branca ou carapaça. Algodão com álcool, repetir, isolar. Pulgão: colônia mole em broto de hortelã e manjericão; jato de água e sabão neutro diluído. Ácaro: ponteado e teia fina no seco do ar-condicionado; umidade e lavagem. Fungo branco no substrato: às vezes só o superficial do orgânico; às vezes excesso de água e ar parado. Mosquito no prato: água parada, não ‘a planta está doente’.
Raiz é outra conversa
Cheiro azedo, haste que sai fácil, tecido mole: podridão. Tirar do vaso, cortar o morto, deixar cicatrizar o que for suculenta, replantar em mistura mais arejada. Adubo não cura isso. Mais água não cura isso. A calculadora de rega existe para você não chegar aqui por rotina automática.
Horta e ornamentais
Na couve, a lagarta se vê e se retira. Na pimenta, o fruto picado se colhe e se descarta se estiver comprometido. Não use em folha de comer o mesmo produto que usaria numa jiboia de sala, a menos que o rótulo e o prazo digam que pode. A Freimers não lista receitas caseiras agressivas: vinagre e sal no substrato já mataram mais raiz do que praga.
Quando pedir ajuda
Infestação que volta toda semana, planta de coleção cara, ou dúvida se é doença viral: vivaio, grupo local, extensão rural para horta. Um guia na internet não substitui alguém vendo o vaso. Isolar a planta doente do resto do aparador já é metade do profissionalismo caseiro.



