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Marantaceae · Brasil e vizinhança amazônica — planta de chão de mata
Maranta
Maranta leuconeura
A maranta é brasileira de fato: veio do chão da mata e trouxe o hábito de rezar as folhas quando a luz some.
Mais segura se ingerida, ainda assim não é brinquedo.
Chamam de planta-oração por um gesto simples: ao entardecer, as folhas se erguem. De manhã, abrem de novo. É um relógio de casa. As nervuras vermelhas e as manchas claras não são enfeite de catálogo — são o desenho da espécie. Ela pede o que a mata pede: luz baixa, ar úmido, substrato que não vira tijolo. Ar-condicionado o dia todo resseca as bordas. Em terrário aberto ou perto de outras folhagens, se dá melhor. Não é tóxica, o que a coloca na lista curta de interiores seguros para pets. O crescimento é horizontal, em rizoma: vaso baixo e largo combina mais do que cachepot alto.
Como cuidar
Água regular, substrato leve e rico. Evite sol. Se as folhas enrolam de dia, pode ser sede ou ar seco. Estacas de ramo com nó enraízam bem. Não encharque o rizoma no inverno.
Luz
Sombra luminosa. Sol direto apaga as cores e queima.
Água
Mantenha fresco. No inverno, alongue um pouco.
Substrato
Orgânico, solto, sempre com drenagem.
Clima no Brasil
Tropical úmido. No Sul e no interior seco, é planta de ambiente interno estável.
Notas de quem já errou
- Cores lavadas: excesso de luz, não falta de adubo.
- Boa companheira de samambaia na mesma varanda úmida — vasos separados.
- Folha amarela isolada é normal; várias juntas pedem revisão de água.
Junto desta ficha

Samambaia

Peperômia
