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Asparagaceae · África Ocidental; naturalizada em quintais e salas no Brasil
Espada-de-são-jorge
Dracaena trifasciata
A espada-de-são-jorge é a planta mais honesta do catálogo: ela pede pouco, avisa tarde e sobrevive a erros que matariam uma samambaia em duas semanas.
Tóxica se ingerida — longe de pets e crianças que mordem folha.
Há quem a coloque na entrada por tradição, há quem a escolha porque o corredor não tem sol. Os dois usos funcionam. As folhas crescem como lâminas e preferem vaso um pouco apertado. O erro clássico no Brasil é tratar como folhagem tropical sedenta — especialmente no litoral úmido, onde o substrato nunca seca. Ela armazena água no tecido. Regar no automático é o caminho mais curto para a podridão. Em compensação, aceita luz baixa, ar-condicionado e semanas sem cuidado. Tóxica se ingerida. Boa para quem quer verde vertical sem ocupar o chão com uma copa larga.
Como cuidar
Substrato para cactos ou terra com areia e pedrisco. Vaso com furo. Não prateie o prato com água parada. Divida as mudas quando o rizoma lotar o vaso — a planta agradece o espaço novo, mas não exige vaso enorme. Poeira nas folhas: pano seco. Adubo esporádico, na metade da dose.
Luz
De sombra clara a sol da manhã. Em sol pleno o dia todo as folhas podem amarelar nas bordas.
Água
A cada 12–20 dias, conforme o calor. No inverno, ainda menos. Se a folha enruga, aí sim falta água.
Substrato
Drenagem em primeiro lugar. Terra argilosa de jardim, sozinha, é risco.
Clima no Brasil
Vive em quase todo o Brasil. Proteja de geada forte no Sul. Tolera ar seco do Centro-Oeste.
Notas de quem já errou
- Folha mole na base e cheiro de mofo: excesso de rega, não falta de adubo.
- A variedade cilíndrica e a ‘Laurentii’ pedem o mesmo cuidado.
- Ótima para quartos: não exige umidade alta.
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