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Myrtaceae · Brasil — cerca-viva, quintal e fruta de passarinho
Pitangueira
Eugenia uniflora
A pitangueira é a nativa prática: fruta, cerca e perfume de folha amassada, sem exigir uma década de espera.
Mais segura se ingerida, ainda assim não é brinquedo.
Se a jabuticabeira é o tempo longo, a pitanga é o convite. Nasce fácil, poda bem, cobre muro, alimenta sabiá. O fruto passa de verde a laranja a vermelho-escuro; o ponto de colheita é cheiro e cor, não calendário. É nativa de ampla distribuição. Em vaso grande na varanda ensolarada funciona por anos, com poda. Folhas novas às vezes nascem bronzeadas — é da espécie, não é praga. Não é tóxica. Mosca-das-frutas existe: colha maduro e não deixe fruto fermentando no chão. Quimicamente, menos drama do que muitas frutíferas exóticas. Para quem quer ‘uma árvore brasileira no quintal’ sem jurar fidelidade eterna a um vaso de jabuticaba, a pitanga é o começo honesto.
Como cuidar
Sol. Poda de formação. Água no primeiro ano. Adubo orgânico. Cerca-viva: aparar depois da frutificação principal.
Luz
Sol pleno para frutar bem. Meia-luz: mais folha, menos fruto.
Água
Regular na formação. Depois, na seca.
Substrato
Pouco exigente se drenar. Melhora com orgânico.
Clima no Brasil
Amplo no Brasil. Geada forte queima ponta; rebrota.
Notas de quem já errou
- Semente do fruto maduro germina fácil.
- Folha na bebida e no arroz: tradição, com moderação.
- Não confunda com pitanga-do-cerrado de outros gêneros — esta é Eugenia uniflora.
Junto desta ficha

Pimenta-biquinho

Jabuticabeira
