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Heliconiaceae · América tropical — o Brasil abriga diversas espécies
Helicônia
Heliconia psittacorum
A helicônia é o recado tropical sem disfarce: haste, bráctea, beija-flor. Não cabe em um cachepot de mesa.
Mais segura se ingerida, ainda assim não é brinquedo.
Heliconia psittacorum é uma das mais manejáveis do grupo — ‘bananeirinha’ de jardim, flores em laranja e amarelo que parecem bico. Há espécies nativas e parentes em todo o Norte e litoral. Quer calor, água e sol da manhã. Vento salgado extremo rasga a folha; um quebra-vento ajuda. Não é tóxica. Rizoma espalha: em canteiro, defina o território. Em vaso, só os grandes. A flor corta-se para jarra e a planta segue emitindo hastes se a touceira estiver alimentada. No Sul frio, é desafio; no Norte, é casa. Quem quer essa cor em apartamento sem varanda quente vai se frustrar — o antúrio é o plano B honesto.
Como cuidar
Sol da manhã ou sol pleno com água. Adubo orgânico. Divida a touceira na estação úmida. Remova hastes secas.
Luz
Muita luz. Sombra demais: folha, pouca bráctea.
Água
Generosa no calor. Dreno no vaso.
Substrato
Rico, úmido, fundo.
Clima no Brasil
Tropical. Geada a destrói. Microclima de muro quente ajuda no Sudeste.
Notas de quem já errou
- Beija-flores visitam — evite inseticida amplo na florada.
- Folha rasgada pelo vento ainda fotossintetiza; corte só o seco.
- Par visual da bromélia em jardim, escalas diferentes.
Junto desta ficha

Antúrio

Ipê-amarelo
